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Contos do Cotidiano
 


CONTOS  DO  COTIDIANO -

Mostra a realidade dos anos  1960, quando os rapazes respeitavam suas namoradas e,  para tanto iam a  caça de moças com quem podiam manter sexuais.



Escrito por Mario Lopomo às 14h49
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A ZONA DO MERETRICIO

Este era um Rendez vous do começo do seculo 1902, era uma das casas do Bom Retiro, onde o meretricio ficava nas Ruas, Aimorés e Itaboca.


Sou do tempo que os pais tinha um medo enorme que seus filhos fossem viados. Portanto quando o varão da família chegava aos 15 anos, ele contratava uma Puta, para saber se seu filho tinha o “Pino” duro, maleável ou uma verdadeira “Maria mole”. Depois de tudo combinado lá ia o frangote tremendo que nem uma vara verde que deixava a Puta com vontade de dar risada. Daí em diante um cafuné no pescoço e mais para baixo, deixava o frangote relaxado e os mais moleques de rua já estavam falando até palavrão. Depois da festinha remunerada o pai ia fazer o pagamento, mas antes queria saber o desempenho do filho. “Nossa amigo seu filho fode como gente grande”. Jamais um pai saiu de La sabendo que o filho tinha dado uma derrapada ou que o pau era uma verdadeira “Maria Mole”.
Aqueles anos a1950 eram de muito respeito. As moças eram criadas para ser uma verdadeira moça do lar, casar dentro das normas da Igreja Católica Apostólica Romana, e ser virgem na noite de núpcias, enquanto ainda estava com a camisola do dia, transparente geralmente cor de rosa claro. Por causa disso os machos filhos de pai exigente, que dizia aos filhos “vai firme manda o pau”, não da moleza filho senão fica com a pecha de viado! Por esse motivo os rapazes tinham duas opções: Pegar empregada domestica que tinha sido “furada” pelos patrões, ou então pegar putas onde elas estivessem. Empregadas domesticas para quem morava na zona Sul ou Oeste tinha os Jardins, Europa, Paulista, e Higienópolis, locais que tinham o maior numero de empregadinhas por metro quadrado. O papo pra chegar junto ficava de acordo com o temperamento do cara, tinham muitos rapazes que eram tímidos, Não tinham uma boa argumentação para iniciar o papo, muitas vezes começava assim. “Oi tudo bem. Será que chove hoje? Ou então nossa que céu estrelado eim? Muitas vezes ela estava subindo pelas paredes de tão carente e o papo ficava naquele “não fode e nem sai de cima”.


Mas, a maioria queria mesmo, era pegar Putas. E tinha cada Puta de encher os olhos. Não precisava nem ir à boca do lixo, Já no Anhangabaú, quando descíamos do ônibus, já tinha alguma piscando pra gente. Ai quando a coisa era muito fácil a gente fazia que nem a piada do Português quando lhe disseram que no Brasil se achava dinheiro na Rua, e quando ele desembarcou no porto de santos por coincidência tinha uma nota de Um Mil Réis, ele olhou, acenou com a mão acima do pescoço e disse; Amanha começo a catança!



Escrito por Mario Lopomo às 14h48
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A Primeira Puta nunca se esquece Minha primeira puta veio assim por acaso. Estava eu com 17 anos ou pouco mais. Naquele tempo a gente não tinha muito tempo para pensar nessas coisas com aquela idade. Estávamos ainda com pensamento em jogar bola, empinar papagaio, jogar taco, bolinha de gude ou rodar pião. Quando dava coceira na parte baixa uma bela punheta, relaxava a rapaziada. Mas quando aparecia uma coisa diferente ai o pensamento mudava da noite para o dia. Foi o meu caso em janeiro de 1958, quando atravessava os jardins do vale do Anhangabaú. Uma fulana, não tão bonita e de corpo mais ou menos, na minha passagem, já foi dizendo: E ai loirinho, vamos fazer nenê? O “pano do circo” ergueu na hora. Conversa vai conversa vem, o papo foi se alongando. Completamente duro de grana não tinha nada para dar a ela e nem para pagar um hotel de alta rotatividade que era baratinho.
Sei lá por que cargas água ela quis dar sem pagamento e hotel. Parece que tava com fome de sexo. Bem aonde vamos disse ela. - Olha o único lugar onde a gente pode ficar a vontade é lá nos campos de futebol onde jogo bola. – E onde fica esse campo, perguntou ela. – Se a gente pegar um ônibus que vai pela nove de julho, ou o elétrico que passa na Augusta vai descer perto da ponte Cidade Jardim lá esta o campo do Marítimo FC e muitos outros campos de futebol. É mato alto e uma bela grama mesmo estando pela manhã não tem perigo de aparecer ninguém por lá.
E para lá fomos, era uma bela manhã de sol de outono para dar à primeira bimbada da vida. Depois do Coito, como queriam as nossas mães. Nunca mais vi aquela mulher, mas ficou para sempre na minha mente, era bonita e gostosa. E dai para frente passei a dar mais atenção para aquilo que fizeram Adão e Eva, naquela historia fajuta da maçã.
Naquele tempo eu jogava futebol no America da Vila Olímpia, e de vez em quando íamos jogar no interior. E cada vez que íamos há uma cidade, a primeira coisa que se pensava no ônibus era ir à zona logo que se chegava à cidade visitada. Assim foi em 1960 quando fomos jogar na cidade de Rio Claro. No ônibus todos esfregavam as mãos só de pensar em conhecer as mariposas de Rio Claro. Miguel, meia esquerda do primeiro quadro, se fazia de conhecedor de como ir à zona do interior. Olha sou caipira e sei como chegar até a zona, deixa comigo, se gabava.
Ao chegar à cidade por perto das 9 horas da manhã com pouca gente nas ruas naquele domingo, em que o sol já estava quente, em que todos moradores se não estivessem dormindo, deviam estar na missa das oito. Quando saímos do ônibus, sem saber para que lado ficasse a zona. Eis que surge um menino de seus oito, nove anos de idade. Miguel foi até ele, perguntando. – Garoto, você sabe onde fica a casa de João de Barro? O garoto na hora apontou a rua. Vira a primeira rua esquerda e depois à direita, a casa da esquina é uma das cinco casas seguintes. Pronto já estavam todos na “Casa de João de Barro”. A maioria era do segundo quadro, pois os do primeiro eram em sua maioria casados. Chegando lá a porta da casa estava aberta e como era zona ninguém bateu palmas ou gritou. “O de casa!”
Sem sair de onde estava à mulher gritou: Entra Sejam bem-vindos! Era a Cafetina daquele cafofo, onde estavam cinco moças bonitas e educadas, mas que naquele momento ainda estavam saindo da cama ou se arrumando para mais um dia de jornada dura. E elas nem sabiam quem as estavam esperando. Uns mais esfomeados do que outros, em termos de sexo. Só do Julião alguma delas por mais larga que fosse ia gritar porque o petardo do negrão era muito comentado na Vila Olímpia. Segundo línguas um verdadeiro fundo de garrafa.
Fomos recepcionados por uma mulher dos seus cinqüenta anos que não era gorda como a maioria das cafetinas, com seios, não tão exagerada e também não estando à mostra. Muito simpática estava passando o café e a espera das mariposas que deviam ter ido dormir tarde. Capuletta sussurrou no meu ouvido. Será que ela também dá? Sei lá meu, fala com ela na hora que não tiver ninguém por perto. Fala verdade a coroa não é de jogar fora, né. Sou vidrado em mulher desse jeito.
Não demorou muito começam a aparecer às garotas, Não era nada de fazer neguinho babar. Simplesmente “comíveis” a que chamava atenção era a Carmem, uma morena muito bonita de rosto, mas não tanto de corpo, meio quadrada, mas valia a pena não só pelo rosto, mas pelo lindo sorriso, e com cabelos pretos na altura do ombro. Pensei, vou pegar essa morena. Mas tomando café muito gostoso feito pela Cafetina dona Zoraide, me distrai e a Carmem foi puxada pelo braço pelo Joaquim que não jogador, e foi como torcedor, ele era filho do dono da padaria onde ficávamos tomando umas biritas depois do trampo. Foi também porque ficou sabendo que antes do jogo uma parte da turma ia foder na zona.
Só sei que quando vi tinha sobrado a Rosinha, uma loirinha um pouco gordinha e bonitinha que tinha um largo sorriso e outra coisa também larga. Fora ela tinha a cafetina, que não era lá essas coisas, de rosto até era bonita, mas, o corpo... Cala-te boca! Fui com Rosinha mesmo que tinha seus 19 anos de idade, peitinhos tipo mamão papaia, por incrível que pareça durinhos. Depois de cada um cair de lado ofegante, ficamos batendo mais um bom papo, porque gente de São Paulo causava muita curiosidade por parte das interioranas o que dava um, puta ciúmes aos que moravam na cidade. As perguntas eram muitas e sempre vinha aquela pergunta de toda moça interiorana me ceva para São Paulo? Quando estávamos prestes a sair, eis que, Joaquim não contente pega novamente a Carmem e vai para o quarto. O português estava bem atrasado devia ter dado a ultima metida um ano antes daquele dia. Tivemos que esperar o Português, e quase perdemos o café da manha do Hotel.



Escrito por Mario Lopomo às 14h47
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Na hora do almoço deram um verdadeiro banquete. Teve gente que nunca tinha comido aquela comida, jamais comeria igual aquela por toda a vida, comeram tanto movidos a cerveja ou coca cola que teve cara que arrotava direto sem querer. E isso foi prejudicial ao jogo, pois fomos goleados por 6 x 1. No caminho vinha falando com o Luiz espanhol sobre as mulheres da zona, e ele que também estava lá disse que perto daquelas, aonde ele ia em São Paulo aquelas caipiras eram fichinhas. Se você for ao sexto andar do nº 69 da Rua dos Andradas, vai ver que essas moças não passam de merdas perto daquelas.
Chegamos à Vila Olímpia, às 22 horas, e no dia seguinte quando fui trabalhar a firma era perto da padaria de propriedade do pai do Joaquim o, Português fodedor. Fiquei sabendo que ele estava hospitalizado desde a madrugada. O diagnostico era doença venérea. Não era gonorréia, coisa que com uma penicilina se curava. Era folgagem (que o pessoal falava folhagem). Segundo foi dito era uma mistura de sangue com água, o que deixou o português entre a vida e a morte. A sorte é que o pai dele tinha dinheiro para pagar a despesa que deve ter sido bem alta. Na Vila Olímpia eu andava junto do Victorino, para pegar mulher no jardim Paulista reduto de muitas empregadas domesticas. Victorino era casado e não estava nem ai, a mulher dele trabalhava no hospital das clinicas e ficava mais lá do que em casa. Apesar de ser casado com uma mulher linda de cabo a rabo ele ficava atrás de rabos de saia da rua. Tambem pelo pai que tinha só podia ser putanheiro. Seu pai era um industrial dono de uma tecelagem na própria Vila Olímpia, magrelo, feio, mas tendo dinheiro só andava com ninfetas ou moças vintenarias. Orgulhava-se de ter tido uns casos com a moça da televisão Excelsior que dizia gostar muito de Arrarraquara! Pagou uma nota, mas se gabava de ter estado com ela, e quem viu,disse que isso foi verdade.
Um dia eu o Victorino estávamos no bar Pierrô, Avenida Santo Amaro esquina com a Rua Bento de Andrade, e já cheio de bimbar no mato a beirada do córrego que vinha do Ibirapuera, tive uma idéia. Que tal falar com o sereno (guarda noturno) para ele dar uma chance da gente levar uma mulher para meter numa mansão que estava sempre desocupada. Não deu outra, tivemos um sim por parte dele que levava uma graninha por fora. Um dia fui eu, e o Victorino, cada qual com a sua mina, e eu para deixar tudo em ordem arrumei a cama e a fulana ficou surpresa, e disse: - Nossa como você é jeitoso!
Mas, minha curiosidade estava no, 69 da Rua dos Andradas, desde o dia que o Luiz me falou no ônibus na volta de Rio Claro. E só podia entrar naquele antro quem fosse levado por pessoa que lá tinha ido. Quando cheguei lá, levado pelo Luiz, fui recebido pela dona Carmem, a cafetina, uma mulher de seus 40-45 anos simplesmente fantástica de corpo, rosto e alma. Na sala de espera estavam moças de fino trato que comprovava o que tinha dito o Luiz.
As moças de Rio Claro eram lixo perto das que estavam no sexto andar do numero 69 da Rua dos Andradas. Fora as que já estavam na sala, apareciam outras que tinha acabado de fazer o serviço. Uma melhor do que a outra.
Mas quando apareceu a Sheila, foi coisa de babar. Eita mulheraça. Alta corpo de miss, seios no ponto, sem sutiã numa bluza transparente e em pé, não era uma Ângela Boneca, mas era mulher para alto pagamento e valia à pena, se bem que ali todas tinham o mesmo preço. A coisa que destoava era a faxineira uma mulher negra mais feia do que a sogra do diabo. Ela muito legal contava piadas muito boas e quando abria a boca mostrava a parte cima faltando quatro dentes. Botei apelido nela de forquilha, e ela ria muito. Fiquei um freguesão da casa. Quem não podia pegar a Ângela Boneca, ia no, 69 dos Andradas, e pegava mulheres mais baratas. No sexto andar do 69 da Rua dos Andradas tinha mulher de todo tipo, e o preço era igual a qualquer das moças, não tinha aquele negocio que por uma ser mais gostosa do que a outra o preço aumentava. Você não pagava no quarto para quem tinha agüentado você em cima. Quem recebia a grana era a cafetina dona Carmem, que anotava o nome da “mariposa”, para posterior recebimento da comissão.
Apesar de haver mulher para escolher, a maioria dos homens que freqüentavam a casa queria comer a dona Carmem, só que ela tinha o seu homem e era fiel a ele. Mas mesmo assim recebia muita cantada e com muita educação ela saia fora, não gostava de misturar as coisas.



Escrito por Mario Lopomo às 14h46
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Eu, um dia, fui num sábado pela manhã, quando não tinha ninguém às moças não moravam lá mesmo tendo quatro quartos. Quem poderia ser encontrada naquela hora do sábado era a dona Carmem para acertar as coisas, ou a Francisca a faxineira. E era verdade um dia fui lá e estava somente à dona Carmem, que pelo fato de não andar com blusa decotada, e com aqueles seios fantásticos deixavam todos na expectativa. Como seriam eles sem roupa? Estando lá fora de hora às 11 da manhã, veio à pergunta por parte dela: - O que você veio fazer ai essa hora garoto? – Digamos... Tomar um café, não vai me dizer que não sabe fazer? Caso sim deixa que eu faça. Com um sorriso maroto ela disse: sei...
Conversa vai conversa vem e ela compenetrada no que estava fazendo e no que eu falava com muita propriedade, sem perceber não viu que eu estava atrás dela quase encostando a sua bunda. De repente sentiu um abraço e um funga no pescoço, e uma passada de mão nos seios. Por pouco ela na cai na minha, mas logo se recompôs e foi dizendo: se comporta garoto. Mas que ela estava com cara de excitação era verdade.
Num outro sábado fui novamente e dona Carmem não estava, e quem estava era Francisca a Crioula, feia pra caralho, faltando uns quatro dentes na frente, que levou um apelido meu de furquilha. Tinha uma bunda tão gostosa que a Raimunda ficava com inveja. Foi uma conversa muito gostosa e cheia de bobagens e muitas risadas, e, quando a crioula arrumando a gaveta do guarda roupa ficou com a bunda arrebitada era um convite ao pecado, ai meu, já que ela estava de cara virada para a parede, não foi difícil atende-la. Mandei ver, e ela sem dizer uma palavra gemia e rebolava mais se tivesse com um bambolê na cintura. Um dia, fui fora de hora e estava a mais linda de todas as putas do apartamento do sexto andar. Era a Sheila, com seus seios durinhos um convite ao pau arrebitado. Quando ela tirou a roupa tinha no seio esquerdo um esparadrapo. O pau baixou na hora. Ela percebeu e disse que não era nada demais, apenas um furúnculo. E quem dizia que o pau levantava.
Outro lugar onde se encontrava mulher da vida difícil era nos salões de baile. Badaró, Som de Cristal e Cartola Clube, estavam recheados de mulher querendo homem, a maioria não era puta. Mas eram as melhores de corpo e cara. No, Avenida Danças, também tinha, mas como era Taxi danças, elas só podiam sair depois das quatro de lá matina. Já no o Badaró (Rua 24 de maio) dançava com uma das de fazer qualquer um babar. Eu não era muito de ficar dançando, tratava logo dos papeis, e saia fora. Sendo assim, fui com Maria Lucia em seu apartamento na Avenida São João, em cima do Cine Regina. Chegando lá ocorreu uma coisa, nunca antes acontecido em termos de puta. Ela ligou a vitrola colocou um 78 rotações um boleraço de Gregório Barrios, pegou dois copos um litro de uísque Drurys, e lá ficamos ouvindo musica e dançando já pelados. Alem do normal rolou um grande papo de amigos. Ali não estava mãos o cliente e a puta e sim dois amigos com cara de sinceridade, e ela de um gole a outro ia dizendo:- Sabe Mário, estou pendurando as chuteiras. Tô com o saco cheio dessa vida. Já fiz meu pé de meia, vou cuidar da minha vida e do meu corpo. – Você pretende se casar? Perguntei. Eu não, com a vida que levei até hoje você acha que vou ficando a dar satisfação pra homem?
Quero ter amigos, bons amigos, Ir há um bar, bater bons papos, fazer um rola-rola, e viver uma vida mais descente, chega de humilhação, de levar bordoadas, e de neguinho não se contentando em meter na frente querendo a parte de traz também. Quero mandar todos esses homens pra puta que o pariu. Daqui para frente procuro só amigos. Trepada sem remuneração. Quero amizade acima de tudo, desde que haja respeito entre ambos os seres. Depois uma ou duas idas no apartamento dela, veio um convite por para ir ao cinema no sábado, estávamos na quinta feira. O filme que estava em cartas era Esquina do Pedado, um filme emocionante que estava muitas semanas em cartas, e com boa cotação na Bolsa de Cinema da Folha de São Paulo com 98 % entre ótimo e bom.
Naquele sábado quando cheguei ao apartamento dela não acreditei no monumento que estava a minha frente, ela num vestido tubinho azul turquesa decote em V, estava tão linda como uma artista de cinema. Saímos do prédio e caminhamos uns cem metros, surgem três homens se dizendo da policia, dizendo a mim. Terceira delegacia, com licença, e lá foi ela para o camburão. Era um tempo que o preconceito com as prostitutas era muito grande.
Um dia estava na São João, era já às 22 horas, e a coisa não estava pra deixa pra não pegar nada é melhor dormir cedo. Quando passo pelo quarteirão da Don José de Barros a Conselheiro Crispiniano, vejo numa loja de calçados uma bela loira de 22 anos, no ponto párea quem estava já de pau duro. O corpo dela era de fazer até cego ficar assanhado. Estatura mediana seios tipo mamão papaia, durinhos sem sutiã de bojo. Na maior cara dura encostei e fiquei olhando sapatos de mulher, sendo que os sapatos de homens estavam na vitrine oposta. E ai, qual sapato de sua preferência? – Porque vai me dar um de presente? – Quem sabe, conforme for posso até pensar mais seriamente. Que bom fico feliz em saber. Que tal batermos um papo num recanto a sós? - Só se for agora, mas terá que me dar cinquenta cruzeiros.



Escrito por Mario Lopomo às 14h45
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– Porra, por essa não esperava. Você não tem cara de puta! - Para você ver, quem não tem cara de puta, tem coração e, sempre pretendentes que se assustam, mas não deixam de comparecer. – Bem então vamos aonde? Ali em frente naquele hoteleco, disse ela. O hotel era na própria Avenida São João quase esquina com o largo do Paissandu, também um local sempre vigiado pela policia. Era preciso ter certeza que a coisa estava limpa.
Xará. A garota era muito da gostosa, precisei me desconcentrar para o Circo não ficar armado até o local do evento sexual. Chegando lá o Strip-tease foi sendo feito aos poucos, até aquele monumento de carne e osso ficar de calcinha e sutiã. Mas foi quando o sutiã foi retirado é que a coisa pegou, embora “aqueles mamões papaia eram durinhos e, estavam em pé, tinha um porem que fez o mastro baixar e não mais levantar. Era um esparadrapo no seio esquerdo. Mal olhei pensei, puta merda, essa mina tem câncer. E lá se foi meus cinqüenta cruzeiros sem “trocar o óleo”. Ela riu dizendo que se tratava de um furúnculo, nada mais. Mas, e para falar para o “Gervasio” que aquilo era verdade?
Para não ficar aquele pensamento por parte dela que eu era brocha, marcamos outro encontro com a promessa por parte dela “que ia ser no peito”, sem pagamento. Pagar mesmo só o hotel.
Um dia vindo da casa da namorada, pela Avenida São João vi uma garota muito legal numa loja vendo vitrine. Alias a maioria das putas disfarçavam vendo vitrines. Bati um papo e ele disse estar faturando. A principio não dava para perceber e ai veio à pergunta, quanto vai ser a noitada em termos de grana? Quinze cruzeiros fora o Hotel. Olhei o bolso separei a grana do ônibus e fui claro, Que pena, só tenho treze cruzeiros. Ela olhou para mim já estava na hora de ir embora, dia seguinte era segunda feira, então ela topou ir num hoteleco com o que tinha no bolso. Bem em frente tinha um hotel próximo ao largo do Paissandu. Ela recusou porque a policia estava sempre por ali prendendo o casal que fosse como rotativo.
Sugeriu ir ao Hotel Rialto na Rua da Consolação quase em frente à biblioteca municipal. Ali tinha entrada livre, porque era freqüentado por um delegado e a policia não dava batida. Chegando lá o tal delegado estava no hall escarrapachado numa poltrona lendo Gibi. Ao vê-la cumprimentou-a dizendo como vai garota? Em seguida desejou boa foda. Ficamos até meia noite, daí pra frente ficou minha amiga e as vezes que trocávamos figurinhas a coisa “ficava no peito”. Foram bons anos de busca e pegadas de mulheres de vários modelos. No ano de 1968 no mês de maio, deu uma zebra: peguei uma gonorréia, justamente um ano antes do meu casamento. Foi uma dureza. Na Vila Olímpia tinha o Sato um japonês farmacêutico da Farmácia Santa Terezinha, Rua Gomes de Carvalho, que dava uma penicilina e a gonorréia estava curada. Mas a minha gonô não ia embora de jeito nenhum, estava já no mês de dezembro e ela não ia embora, estava mais fraca e segundo o farmacêutico dizia que estava já uma cistite (inflamação com pus) que ficaria para sempre. Um domingo fui ao centro da cidade naquela jornada normal de pegadas e, entrei numa farmácia da Avenida São João, perguntei ao farmacêutico se ele tinha um remédio para curar a inflamação de cistites, que já estava ficando crônica e ele me deu um comprimido forte, e disse que era para curar gonorréia, e para cistite curava logo nos primeiros comprimidos. Quando eu estava saindo ele me chamou e foi perguntando: - Vem cá, você bebe pinga. Claro e quem não bebe, respondi. Ele riu e foi dizendo. Por isso que seu problema não se resolve. Fica sem beber por um bom tempo, mesmo depois do décimo comprimido do vidro. E mais procura não comer coisa gordurosa. Corto o saco se você não ficar curado! E não deu outra, a cura foi uma verdade. Quando faltava três meses para o casamento falei para minha noiva, vamos fazer o exame pré nupcial? E uma boa coisa para se saber antes do casamento se esta tudo em ordem se poderemos ter filhos coisa e tal. Na verdade estava eu preocupado com a gonorréia que tinha até pouco tempo antes. Ela concordou e fizemos todos os exames no ambulatório da prefeitura. Exames rigorosos tanto para mim como para ela. Estava tudo em ordem. Lembro-me até hoje o nome do zeloso medico Dr. Victor Soave, que também trabalhava no INPS. Em maio de 1969 veio o casamento e daí por diante eu fiquei um homem serio.



Escrito por Mario Lopomo às 14h44
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CONTOS  DO  COTIDIANO -

Apresenta uma historia em ficção, mas que é comum acontecer  na realidade                          

 

PAIXÃO DESENFREADA

     

Elisa conheceu Carmelo muito jovem, com sua pureza se apaixonou por um rapaz que ela julgava ser seu marido por toda a vida, como era normal nos anos 1960.

Era uma época de muito romantismo, onde a moça fazia questão de se casar virgem com véu e grinalda. Ter orgulho de perder a virgindade na noite de núpcias e dizer para suas amigas sem constrangimento algum que isso realmente aconteceu.

Carmelo já era mais vivido, mesmo não sendo muito mais velho do que ela, como homem, muitas regalias que a mulher não tinha naquela época. Seu pai já o tinha levado na zona para conhecer o sabor da vagina de uma mulher. Era um tempo que o pai fazia questão de saber se seu filho não era Viado.

Elisa estava com pensamentos de se casar, pois já estava com 18 anos. Se eu demorar muito para falar em casamento, ai começa aquelas perguntas irritantes, pensava ela. Já tem namorado? Quando vai se casar, vê lá se não vai ficar pra titia hein!  Você é muito bonita para ficar ai sendo enganada por um espertalhão qualquer, vê lá hein!

Na casa de sua tia as conversas era as mesmas: Como é Eliza, quando nos vai dar a grande noticia do casamento?

--- Sei lá tia, o Carmelo não fala nada de casamento, ele acha que somos muito novos ainda.

--- Olha toma cuidado minha sobrinha.  Alem de sua tia, sou sua madrinha também. Já falei pra sua mãe, que o vestido de noiva, sou eu quem vai dar, você escolhe o vestido que quiser. A conta deixa comigo. Eu quero ser a dama de honra dizia toda empolgada sua priminha de oito anos.  Já o de quatros é quem ia levar as alianças. Na casa da tia estava tudo consumado.

Já Carmelo não estava nem ai, gostava mesmo era de liberdade, seu pai é quem o aconselhava. Filho, viva a vida, ela é curta. Aproveite sua liberdade, porque depois você casa e vem aquela encheção de saco. Onde foi, porque chegou tarde, com quem estava, mulher normalmente é muito ciumenta.

Sua mãe, por exemplo, nesses 20 anos de casados, me enche o saco até hoje. Quer saber tim tim  por  tim  tim,  do que  faço  onde  fui,  com quem eu estava.

Ela nunca acredita que eu estava jogando bilhar, tomando umas cervejas, falando de futebol.

-Mas pai me diga uma coisa você da uns pulinhos por fora não?



Escrito por Mario Lopomo às 10h02
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-Lógico filho, e qual o homem que não dá. Sempre a mesma coisa enche o saco porra. Esposa quer sempre aquele velho papai e mamãe. Se você sai um pouco dessa rotina sexual fica enchendo o saco. Esse negocio de mulher ir muito a missa da isso

Você vai ver daqui uns cinco anos de casamento aquela mesma boceta, e se ela fizer Cu doce então, não deixando você progredir na transa, ai é que você vai foder. Não a cristo que agüente, mulher assim. Por isso que te digo filho, aproveite bem, que é para ficar o mais tempo possível num casamento estável, porque depois vem o filho você terá que dar um pouco mais de atenção. É criança chorando de madrugada com febre, dor de garganta e outras coisinhas que te obriga levantar de madrugada.  É foda filho eu já passei por isso, hoje tenho o direito de dar meus pulos.

A família de Elisa, não era daquelas que ficava em cima do namorado querendo saber quando iam se casar, ou se ele tinha mesmo essas intenções.    

Deixava o barco correr por achar que a filha ainda era muito nova para sair de casa.  Dizia

Dna Teresa, (mãe de Elisa) que achava que a idade ideal para sua filha era se casar com 21 anos.

Isso era uma grande razão para Carmelo levar avante aquele namoro sem pensar em se casar logo. Ele que tinha Elisa como namorada e outras por fora para trepar. Tinha aprendido algumas malandragens.

Já não ia mais na zona, e quando seu pai dava dinheiro para tal, guardava para ir ao futebol ou jogar bilhar. Dar dinheiro para mulher, isso nunca mais.

Afinal esse negocio de dar dinheiro para puta é coisa para trouxa, dizia ele para Chico seu melhor amigo e grande rival no jogo de bilhar, com quem dividia  despesas, vitórias e derrotas.

- Vai dizer que você nunca deu dinheiro para mulher, Carmo?  Perguntava seu amigo de aventuras e grande confidente, que não tinha a sorte de ter um pai que nem seu amigo, que recebia essa mesada.

-Eu já dei. Quem deu, no começo,  foi meu pai. Ele mandou eu trepar com uma dona conhecida dele muito gostosa.  Acho que ele queria saber se meu pinto levantava.

-Aquele bobo do meu pai, pensava que ainda tinha a fimose intacta, ele nem sabe que já quebrei faz tempo foi na punheta é verdade, mas que eu não tinha mais a fimose isso é verdade.  Mal sabia ele que eu já tinha comido a minha prima numa excursão para um pic nic, na fonte Sônia.

-Você quebrou o cabaço dela Carmo? 

--- Não.  Pus na bunda mesmo, todo mundo lá na vila, já conhecia, ela como bundeira. O cabaço ela esta guardando para o trouxa que vai casar com ela um dia.

--- Porra sujou o pau de merda, como você é louco, meu!

-Sujei nada, estava limpinho, falei para ela deixar tudo nos trenas, foi só dar aquela empurrada que até machucou os tomates.

- Mas fale um pouco de você Chico. Afinal só você faz pergunta.

- Falar o que? Sobre minha filiação?  Quer o numero da minha certidão de batismo?

- Diz ai o que você anda fazendo se continua naquela de bater punheta, pegar égua no barranco, se ainda esta dando aquelas corridas nos namorados e comer as minas deles?

- Isso tudo acabou, meu amigo, o meu negocio agora é outro, estou com uma coroa muito gostosa, ela é casada sabe tudo de foda, frango assado, 69, cavalo de pau.             

-Com o marido dela só faz papai mamãe, é um tesão meu, vou ficar com ela por muito tempo, o marido dela já é velho, um pica mole. Meu único medo é ela se apaixonar de verdade e depois não me dar mais sossego quando eu quiser sair fora dela.

- Para com isso Chico, mulher coroa quando gama é coisa seria, não vai sair do seu pé nunca. E quando você quiser sair fora dela, vai ter problema, você não sabe o que é coroa se apaixonar por um rapas mais novo.  Que gosta de dar duas ou três sem tirar a pica de dentro, como você diz que gosta de fazer.

-Carmelo essa mulher me da tudo o que eu quero, tênis, camisa, vou fazer de tudo para ela gamar bastante, quanto mais tempo eu ficar melhor, vou faturar o máximo que eu puder.

-Elisa por outro lado continuava respondendo perguntas de todo mundo, quando é que vai casar, já tem namorado?  Ou então já tem algum pretendente? Quando é que vai sair os doces?  Cuidado senão você vai ficar para a titia. Quem não perguntava nada era Neuza sua amiga e confidente era a chamada puta velha como se dizia na gíria de moças muito independentes, que tinham total liberdade de ação. O negocio dela era contar as novidades do seu namorado o que fazia com ele.  Na verdade ela jogava o verde para colher maduro, já que Eliza nem tocava nos assuntos dela com Carmelo.  E, era essa a curiosidade de Neuza, saber o que Elisa fazia com o Carmelo quando estavam sozinhos.

Numa Sexta feira que é um dia propicio para se programar o final de semana, Neuza dizia para Elisa que tinha marcado com um cara para ir ao cinema. Já tinha ido uma vez e, o cara foi direto nos peitos dela, passou a mão em tudo o que tinha direito, até que o lanterninha sacou, e meteu o farolete em cima de nos, e nos expulsou do cinema. Dizia ela rindo a beça.

-Menina, já descolei um outro cinema que nem lanterninha tem, foi a Maria Lingüiça que me deu a dica, vou alisar a pica dele até sair o carnegão. Depois te conto como foi,

- Carnegão? O que negocio é esse Neuza?

- Cassete Elisa, como você é inocente, carnegão é a  esporra.  Não vai me dizer que você não sabe o que é esporra ?

-Eu conheço a palavra cientifica, que é esperma. A professora de ciências disse que esperma, ao ser expelido, inicia a ovulação para uma gravidez.

-Elisa me diz o que você faz com o Carmelo, quando está sozinha com ele.

-Ah Neuza, eu não vou dizer não. Eu tenho vergonha.

-Para com isso menina, até parece que você é uma freira.  A gente tem que curtir a vida tem que fazer tudo o que é gostoso, e depois não tem nada de mais falar para mim. Afinal de contas eu sou sua amiga. Não vou ficar por ai espalhando para todo mundo o que você faz com o namorado. Eu sou um túmulo menina.

-Sabe que é Neuza, na verdade até hoje ele não fez nada comigo.

-Não fez, porque? Pelo que sei, ele deve ser bem sem vergonha, se não faz nada com você, naturalmente faz com as outras.

--- Neuza eu não fui criada com essas liberdades, minha mãe sempre me disse para eu me preservar.



Escrito por Mario Lopomo às 10h01
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--- Guardar minha virgindade para a noite de núpcias, que é uma lembrança eterna, para um dia mais tarde poder contar para meus filhos, principalmente para minha filha se eu tiver.

--- Olha Elisa essas nossas mães são umas babacas, elas foram criadas no tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça, pensam que a gente tem que fazer o mesmo que elas. Nos somos de outra geração, o mundo gira, as coisas mudam.

-Se você continuar nessa, ele vai arrumar outra e deixa você na mão, ou então vai ficar rosetando com outras e ter você no futuro somente como esposa para ter filhos, lavar a roupa dele, deixa ele à vontade, faz bastante, carinho.

Abre-se menina.  Vai sem sutiã, faz de conta que você esqueceu de abotoar a blusa, deixa aparecer um pouco o seio, que ele vai ficar tesudo, relaxa, goze e, seja feliz.

- Não é bem assim, eu não tenho a mesma liberdade que você tem, na minha casa se não é minha mãe, é meu irmão que esta sempre por perto, quase não saio de casa com o Carmelo, ele nunca pode ir ao cinema, vai sempre ao futebol.

-Já que seu namorado da sempre desculpa que vai ao futebol, vai lá em minha  casa.  Sempre se arruma um jeito de sair. Fala pra ela que você vai, em casa estudar e pronto qualquer coisa manda, ela telefonar para ela se certificar de que você realmente está lá. Estou a maior parte do tempo sozinha. Minha mãe fica a maior parte do tempo na casa do namorado dela, você leva o Carmelo eu dou uma saída e vocês ficam a vontade.

Sua mãe tem namorado Neuza?

-Tem sim. Ela deu uma dispensa no meu pai.  O velho bebia demais acho que já estava brochando, minha mãe é bem mais nova que ele, com um, puta fogo no rabo, só tinha mesmo era que dar um pé na bunda do velho.  Ela arrumou um cara bem mais novo, que um pão.  Ela o trouxe uma vês aqui, fiz tanto elogio ao namorado dela, que o ciúme bateu forte nunca mais ela o trouxe ele aqui. Para te falar a verdade senti um puta tesão por ele.

 

-No dia seguinte Sexta feira de um final de semana prolongado pelo feriado. Elisa foi à casa da Neuza “estudar”, e foi sozinha, o que deixou sua amiga irritada.

- E o Carmelo não veio porque, Eliza?

- Foi jogar bola, ele ainda vai acabar se casando com o futebol, deixa ele.

- Tudo bem, já que é assim então vamos aos estudos. Segunda feira temos prova, e temos que estar afiadas para não irmos para a recuperação.

Não demorou muito toca a campainha e Neuza vai atender.  Era Valter um colega da faculdade que estuda em outro período. Neuza o apresentou a Elisa, que logo ficou impressionada com seu porte físico e fisionomia muito bonita. Ficaram a conversar, Neuza foi fazer um café deixando os dois à vontade na sala. Valter ficou impressionado com a beleza de Elisa, com seus olhos cinzento, meio azulado. Olhos de gata. Com seus cabelos negros até o ombro, e também com sua educação, e delicadeza.

Depois de tomar café, Elisa olhou o relógio e disse que teria que ir embora, pois tinha combinado com sua mãe que ficaria somente uma hora. Depois que Eliza saiu, Valter que ficou encantado com ela, quis saber detalhes sobre sua amiga.

Neuza interferiu.

-Valter, ela já tem namorado e não é para o seu bico.

-E daí Neuza, eu não sou ciumento.

-Valter vai com calma, você não é de casamento, e ainda vai dar em cima de alguém que tem namorado.

-E depois outra, a família dela fica em cima, quando não é o pai é o irmão. Ela é uma moça de família, e você pelo que conheço não passa de um galanteador barato.  O chamado Don Juan de porta de cinema.

-Neuza você sabe que eu gosto é de coisa difícil, de repente eu conquisto essa tal de Elisa, e também a mãe dela.



Escrito por Mario Lopomo às 10h01
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- Valter cuidado, vê lá o que vai fazer se você der mancada, vai dançar miudinho, o pai dela fala pouco e age até demais. Pelo que ouço tem 200 quilos de encrenca.  De repente você conquista a menina, coisa que não é muito difícil, e infelicita uma moça que tem tudo para ser feliz. Deixa a Elisa em paz.

-Neuza eu sabia que você era protetora dos animais, agora protetora de amiguinha de escola, para mim é novidade.

-Sabe o que é Valter, essa menina e inocente, imagina que ela não sabe nem o que é punheta.

-Minha querida é sinal que o namorado dela não é de porra nenhuma, um tesão de mina como essa, tem que ter um cara especial para dar umas aulas de sexologia, essa garota não me engana um tratinho a mais ela vai se derreter.

-Neuza convida ela para vir aqui amanhã, quer apostar como eu dobro ela?

-Olha Valter, eu acho meio difícil, a Elisa me parece muito segura de si, pelo que eu conheço dela, não vai cair tão fácil no seu papo, não.

-Então convida ela para vir aqui amanhã, Neuza, quero seu um filho da puta, se não enquadro essa mina no meu papo.

-Vou ligar para ela, mas não garanto muito, em todo caso quero ver se você é mesmo esse conquistador que tanto fala.

-Se você conquistar essa garota na primeira, eu dou a mão à palmatória.

Neuza começa a se interessar pelo andamento da coisa, têm interesse em saber dois lados quem é quem.  Se Valter realmente é o tal conquistador ou se sua amiga é realmente a difícil, como parece. Então ela liga para Elisa.

-Oi Elisa, tudo bem? Preciso de uma ajuda sua, pode vir aqui amanhã, lá pelas três horas da tarde? Ah, que bom, então até amanhã.

-Está tudo certo, amanhã ela estará aqui, então fica assim, eu dou uma desculpa e vou ao shopping buscar algo que encomendei, fico fora por algum tempo e você tenta conquistar a figura. Depois me conta tudo, hein!

-Neuza, você é um anjo, deixa comigo, a Eliza vai conhecer o barba azul. Se quiser me chame de o Centauro, da Paulicéia!

No dia seguinte, quem chega primeiro e o Valter, já esfregando as mãos, Neuza se espanta, o que é isso Valter, nunca vi você assim tão ansioso.    

Nem mesmo quando você conquistou aquele puta avião que fazia propaganda de cerveja na TV, te vi assim desta maneira.

-Sei lá Neuza, essa garota mexeu comigo, não é só a beleza dela que me encantou, o jeito dela, meiga, educada.  É difícil encontrar uma moça com o jeito da Eliza.

A campainha toca e Elisa desponta porta adentro, vestido branco, de alça com os decotes retangulares, cobertos por uma blusa, o chamado bolero.

Valter ficou extasiado, Neuza então babou, e ficou pensando, essa desgraçada parece que adivinhou, que o Valter estava aqui esperando por ela.

Valter e Eliza conversam animadamente, enquanto Neusa passava um café fresquinho. E na cozinha ficava pensando.

Sei não, acho que esse negocio vai acabar em merda.    Elisa me parece que está se encantando com o Valter, combinei com a Rose para ela me telefonar, para dar uma desculpa e poder sair, vou torcer para ela tenha esquecido, assim fico por aqui mesmo, estou com mau pressentimento, de repente acontece uma merda qualquer e posso ser até responsabilizada.

Logo que Neuza leva o café, o telefone toca, Neuza vai atender e é Rose.  Neuza fica indecisa se vai ou não, em segundos pensa, se eu não for o Valter vai ficar puto da vida comigo, e não vai me perdoar nunca.

Posso até perder a amizade dele, que tenho a algum tempo.  Se eu for ele fatalmente ele vai comer ela. Sabe de uma coisa, seja lá o que Deus quiser, foda-se.

Valter logo percebe a indecisão de Neuza e pergunta: Algum problema Neuza?

-Sabe o que é, a Rose deve ter algum problema e pediu para que eu fosse até lá, fico sem jeito de deixá-los aqui sozinhos.

Antes que Valter diga algo, Elisa se antecipa



Escrito por Mario Lopomo às 10h01
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-Que nada Neuza, pode ir fique a vontade. A gente te espera, vá e fique e faça tudo o que tenha a fazer.  Valter também a incentivou, a ir e se fosse preciso demorar, eles a esperariam, mesmo porque ainda e cedo. Não é mesmo Elisa?

Neuza fica pensando. Elisa você nem sabe o que te espera, do jeito que ta a coisa, adeus cabaço.

Neuza saiu, e o papo continuou na mesma linha que estava, Valter aos poucos foi mudando o tom da conversa.

-Elisa fale-me um pouco de você, afinal uma garota tão bonita como você não pode ficar assim na obscuridade.

-A Valter, eu não tenho muito que falar vou para a faculdade, venho para casa tenho que estudar, ai anoitece, e no dia seguinte começa tudo de novo, ai a coisa acaba virando rotina.

-Pelo que vejo você não tem namorado.

-Tenho sim, o nome dele é Carmelo, mas todos o chamamos de Carmo.

-Não acredito.

-E porque você não acredita, por acaso tenho cara de mentirosa?

-Minha querida, com esse domingo de sol convidativo a um passeio.

Pelo menos no parque do Ibirapuera, seu namorado deixou você no vazio?

-Sabe que é Valter, ele foi jogar futebol.

-A não, um cara que diz ser seu namorado, não pode nem pensar em jogar futebol.

-Se eu fosse seu namorado, tinha até raiva de futebol.

-Valter você é muito engraçado.

-Engraçado eu?  Engraçado é seu namorado.

-Como assim Valter, me explique direito.

-Você acha que num domingo como esse, seu namorado vai esfolar canela na disputa de bola, ele deve estar correndo atrás de alguma outra garota.

Elisa fica pensativa e por alguns segundos fica sem falar, Valter já começa comemorar. Acho que dei a paulada na hora certa, agora é só aparar as arestas, e dar em cima dela... pensa. Mas para não dar muito na vista, se faz de triste, e pede desculpas.

-Oh querida não quis magoá-la.

 

-Não Valter, você não me magoou, pelo contrario abriu-me os olhos, acho que eu estou ficando cega mesmo.

-Então não fique triste, me da um abraço, assim, um abraço bem reconfortante, ai eu não me sinto culpado.

-Não Valter, não se sinta culpado de nada, eu é que estava dando uma de boba, você simplesmente me abriu os olhos.

-Isso princesa, já estou vendo um pouco mais de brilho nos seus olhos, esse abraço está muito frouxo, me da um mais apertado.

-Assim,... Nossa que abraço gostoso, acho que se tivesse conhecido você bem antes, talvez já estaríamos à beira do casamento.

-Nossa Valter, jura?

-Duzentas vezes se você quiser. Dá um beijo.

-Hum, que beijo doce, você beija muito bem, sabia?

-Que é isso Valter, eu nem sou uma beijadora corriqueira.

-Também com aquela praga de namorado que você tem, não pode mesmo, se considerar uma beijadora.

-Mesmo assim foi o beijo mais gostoso que eu recebi.

-Também não exagera né Valter.

-Não sei se estou exagerando, mas que estou muito feliz, com você nos meus braços, isto é verdade.

-Valter, você é muito galanteador.

-Elisa acho que a Neuza esta demorando, não? Ou estou enganado, e nem percebi a hora que ela saiu.

-Acho que você não se lembra mesmo.

-E você querida está feliz em estar nos meus braços?

-Felicíssima Valter, quando te vi me encantei logo de cara, nem imaginava que a Neuza tinha um amigo tão legal e bonito.  

-Que bom, pensei que estava dando um fora.

-Esse vestido seu é muito bonito, tira essa blusa que está em cima de seus ombros, senão vai amassar toda.

-Pode tirar você mesmo Valter.

-Da licença, nossa como você é linda, um, um, ahn,

-Valter, não tira meu seio para fora, não faz assim.

 

-Calma querida, não vai acontecer nada, deita um pouco, só quero te acaricia.

-Não Valter, não faz isso, não tira minha calcinha, assim não.

-Fique tranqüila, não vai acontecer nada de mais,

-Valter, por favor, para por ai, você está rasgando minha calcinha. Não Valter, não faz isso comigo, por favor. Eu não estou acostumada com essas coisas

-Vou ficar só na beiradinha, fica calma relaxa.

-Ai Valter, cuidado, tira, tira isso daí, por favor.

-Calma benzinho, é só um pouquinho, fica calma.

-Valter, por favor, o que você está fazendo?  Vaaalterrr, ai está doendo.

-Ah meu amor agüenta um pouquinho maiiis, que gostoso, como você é maravilhosa.

-Chega Valter, tira, tira.



Escrito por Mario Lopomo às 10h00
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-A meu bem agora me deixa gozar de vez, passando a cabeça passa tudo.

Caiu um para cada lado ofegante, depois de refeito, Valter estava feliz por ter abatido mais uma franguinha, em sua coleção. Eliza ainda não refeita, do que lhe acontecera, não tinha a mínima idéia do que seria sua vida dali pra frente. E ficava pensando que teria que dar explicações para meio mundo, seus pais, seu namorado, sabe lá no futuro para quantos. A verdade é, que virgem, Eliza não era mais. E isso e que ia rolar em sua cabeça dali para frente, amplamente refeitos do que acontecera, Valter deu um abraço nela, e foi logo dizendo.

-Meu bem o que tinha que acontecer, já aconteceu, agora é irmos para frente, que atrás vem gente.

-Espera ai, o que você quis dizer com esta frase, o que tinha que acontecer aconteceu, por acaso você premeditou isso?

-De jeito nenhum, é uma frase corriqueira, um homem e uma mulher junta numa sala sozinha, só pode acontecer isso. E foi isso que aconteceu! Principalmente quando a mulher é tão bonita e tão formosa como você.   

-Afinal, eu nem imaginava que ia encontrá-la aqui, na casa da Neuza.

Minha bem, a omelete já foi feita, agora não adianta chorar o leite derramado.

Quando Neuza voltou, já havia se passadas duas horas, Valter e Elisa já estavam arrumadas no sofá conversando como se nada tivesse acontecido.

 

Mas, não o bastante para enganá-la, Neuza era uma pistoleira bastante experiente e famosa no pedaço. Ao derivar os olhos para a mesinha de centro, viu a toalha amassada e molhada, logo veio a sua cabeça.

-Aconteceu tudo o que eu não queria, filhos da puta!

Mesmo assim ela se fez de esquerda, e fingiu não ter percebido nada, entrou no papo e deu uma desculpa esfarrapada com o que aconteceu com Rose.

Mas na verdade estava ansiosa para saber do rola rola que aconteceu na sua casa, durante sua ausência Por incrível que pareça Elisa e Valter, continuavam conversando e chamando Neuza para entrar na conversa.

O que a irritava, e nem percebia do que estavam falando, só ficava imaginando.

-Será que essa filha duma puta gamou tanto que se abriu as pernas logo de cara? Ou foi o Valter que comeu ela na marra.

-Vai ver que essa santinha do pau oco, nem cabaço era mais, e ficava dando uma de donzela.

-Acho que o Carmelo já deve ter passado ela pro pau há muito tempo, por isso é que falou que ia jogar bola e não podia encontrá-la.

Neuza perdeu a paciência e praticamente mandou os dois embora, deu uma desculpa que estava com dor de cabeça e ia dormir mais cedo tinha se desgastado muito com Rose.

Valter e Elisa atenderam o pedido de Neuza, e se retiraram, ao sair Elisa deu um abraço na amiga, que praticamente nem olhou para ambos. Valter mal olhou para ela, o que a deixou mais irritada ainda, mal se passou quinze minutos, pensou em ligar para casa de Elisa, que morava perto de sua casa.

Neuza não via a hora de pegar os dois pela frente para saber o que realmente aconteceu em sua casa. Na verdade era mais curiosidade.  O que mais a irritava era o porque os dois escondiam tanto o que fizeram.

Neuza ligou para Elisa, quem atendeu foi a Mãe, Da. Teresa que disse que Elisa tinha ligado dizendo que tinha ido a lanchonete, com uma amiga e que voltaria mais tarde. Neuza não quis engolir aquilo como verdade,

NA lanchonete? Na certa foi ao apartamento dele, completar a foda que iniciou em minha casa, ou num outro lugar qualquer.  Essa Elisa com aquela carinha de santa não me engana.

No dia seguinte, Neuza liga para o Valter, que se diz compromissado com o Samuca para jogar bilhar. E não era desculpa não, de fato Valter e Samuca estavam no bar do Valdemar batendo um bilharzinho.

Durante a primeira partida da melhor de três, em que Valter ganhou. O jogo foi no



Escrito por Mario Lopomo às 10h00
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Mais absoluto silencio um estudando a tacada do outro. Porem no inicio da Segunda partida o papo começou a rolar mais descontraído.

-Samuca, peguei uma mina ontem, que você nem faz idéia. Um puta avião.

-É mesmo!  Eu conheço.

-Não, você não a conhece, ela não é da Vila Olímpia. É filha de classe media, é uma amiga da Neuza.

-Que Neuza, aquela pistoleira, da Vila Nova Conceição?

-Ela mesma, sempre que tem uma amiga nova me apresenta, a Elisa é uma pintura de mina, bonita, alta, cabelos nos ombros, coisa de primeira linhagem.

-E ai, comeu?

-Samuca, você acha que o Valtão deixa passar em branco uma delicia daquela, mandei ver na primeira, foi assim tão fácil?

-Meu, com um bom papo, qual é a mulher que resiste ao assedio de um homem, ainda mais o papo do campeão aqui.

-Escuta, e quando você vai liberar a peça?

-Calma Samuca, essa ai eu vou cozinhar um pouco mais, quero gastar ao máximo aquela xoxotinha, depois te dou um alo, ai como sempre, você complementa as necessidades dela.

Saindo do bar, Valter aproveitou para dar uma passada na casa de Neuza, a fim de bater um papo, sabia que Neuza estava a fim de saber detalhes, do que aconteceu na casa dela durante sua ausência, e já estava pensando em sacanea-la nas respostas, dizendo que nada de mais havia acontecido.

Chegando a casa de Neuza, ele percebeu a ansiedade dela em querer saber detalhes da historia.

-E ai Valter, como é que foi encontro seu com a pombinha bonita e pura que te entreguei de mão beijada?

-Normal, um grande papo tem aquela garota, muito educada, meiga, é muito inteligente, adorei em conhecê-la.

-Só isso Valter?  Não vai me dizer que ficou trocando figurinhas, o que não é o seu forte, porque pelo que eu sei de você, traça todas na primeira e não seria aquela idiota da Elisa que ia resistir.

-Se é que até você não resistiu...Não é isso que você queria completar? 

-A Valter, vai a merda.

-Neuza, não é porque deitei e rolei com você logo de cara, que ia fazer com todas.

-Tinha que jogar isso na minha cara né, bocó!

 

--- Desculpe, mas não dá para esquecer a categoria que você já tinha com 16 anos de idade, coisas que você aprendeu com os amantes da sua mãe.

--- Para de me lembrar dessas coisas, que me atormentam ate hoje.  Afinal comeu a figura, ou não?

--- Não comi não. Dei só uns amasso de leve, um beijinho no pescoço, outro na testa. Amaciei para a Segunda investida. Ta contente?

--- Ta bom, beijo na boca não. Eu vou engolir esta, viu Valter, só porque você quer.

--- Na boca da sapinho, Neuza.

--- Ah Valter, vai tomar no cu, ta!

--- Neuza, tem certas garotas, que a gente tem que preservar, ir devagar, amaciar o terreno, depois a gente entra com tudo, sacou?

--- Saquei porra nenhuma, seu mentiroso. Enquanto Valter ria, Neuza pedia para ele ir embora, porque queria dormir, estava bastante irritado por não conseguir saber a verdade dos acontecimentos, enquanto estava ausente naquele dia. Neuza não se conformava, com as possíveis mentiras do Valter.

A toalha da mesa de centro era o que mais encafifava Neuza. E ainda mais com aquele cheiro parecido com cândida.

--- Como é que pode esses dois não ter feito nada, se a toalha da mesa de centro, estava molhada de esperma, ou o Valter bateu uma punheta, ou a Elisa é que bateu pra ele.

No dia seguinte, Elisa telefona para Neuza.  Minha Mãe disse que você ligou para mim ontem

--- Liguei sim. Elisa da uma passada aqui em casa vamos bater um papo, afinal já são três dias que a gente não se vê, quero saber das novidades.

--- Daqui a pouco estarei ai, pode esperar, não vou demorar.

--- Quero só ver qual a desculpa que essa santinha do pau oco vai dar, a do Valter não colou.

Não demorou muito lá estava Elisa, feliz da vida com um sorriso que quase ia as orelhas.

--- Nossa que alegria, nunca te vi assim, o que aconteceu, Elisa?

--- Não vai me dizer que foram o encanto do Valter, que te deixou assim tão feliz da vida.

--- Acho que foi sim, ele é muito legal foi uma tarde inesquecível, jamais pensei que encontraria um cara tão gentil, educado, culto é uma pena que ele é de outro prédio da faculdade, se não fosse, acho que o teria conhecido antes.

--- E ai, rolou alguma coisa entre vocês dois, durante a minha ausência? -

--- Neuza logo que você foi embora, ele chegou mais perto de mim acariciou meus cabelos, me abraçou, deu um beijo em minha testa, senti uma sensação gostosa, o Carmelo nunca tinha chegado me dar o carinho que eu precisava, para poder sentir o sabor de um namoro legal.

--- E depois, ficou só nisso? Ou...

--- Que nada Neuza, Valter me deu um beijo na boca, roçamos nossas línguas, senti coisas que jamais havia pensado, ai massageou meus seios de leve, senti como se estive-se nas nuvens.

--- Quando me dei conta, o Valter estava de cueca em cima de mim, não pude esboçar a mínima reação de luta para impedi-lo daquilo, tal era o êxtase que eu sentia naquele momento, tentei argumentar, mais não dava mais para segurar.

--- Comecei a sentir aquele chumaço no meio das minhas pernas, lembro-me que ainda falei Valter, o que você vai fazer?

--- Ele com muita categoria me disse calma, amor, vou ficar só na beiradinha.

--- E na beiradinha ele estava, comecei a sentir minha vagina toda úmida, daí pra frente senti aquilo ir entrando devagarzinho.

--- Doeu muito Elisa?



Escrito por Mario Lopomo às 09h59
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--- No começo doeu, depois que passou a cabeça à dor foi substituída por uma sensação muito gostosa.  Quando o Valter acabou, senti uma sensação diferente, que eu comecei a gemer junto com ele. Confesso que comecei a me sentir mais mulher.

--- Elisa, então você gozou junto com ele! Não é comum uma mulher gozar junto com o homem, geralmente o homem goza primeiro e deixa a mulher a ver navios, como primeira experiência, você foi bem até demais.

--- Ai Elisa, que delicia de tarde, foi uma sensação tão gostosa, que acho que conheci o homem da minha vida, vou segurá-lo com todas as minhas forças.

--- Olha Elisa, não quero ser estraga festa, o Valter não é flor que se cheire, para você segurar o Valter, vai ter que passar por maus bocados, esse cara é muito mulherengo, se você não tiver paciência e demonstrar ciúme, ele vai deitar e rolar em cima de você.

--- Elisa você me contou tudo o que aconteceu com tanta desenvoltura, com tanta frieza que sendo a primeira experiência sexual tua, me deixou surpresa.

--- Neuza, não foi você quem me disse que deveríamos ser felizes e deixar a vida rolar, então pensei, porque ficar guardando a virgindade a vida toda, se um dia a gente morre e os bichos vão comer.

--- Apareceu o Valter, que eu achei que era digno de possuir-me, e deixei por conta da luxuria. Oi vida gostosa.

--- Elisa, você tem ciência do que será sua vida daqui pra frente?

--- Como assim, Neuza?

--- Meu bem, daqui por diante você terá que explicar para qualquer namorado seu, que não é mais virgem. Porque para o ego de qualquer homem, quebrar a virgindade de uma

moça no casamento é posição de honra para qualquer um.

 

Valter, isso é o de menos, se um dia ele pensar em casar com você. Será daqui a uns vinte anos, quando ele for recusado por todas, ou se o pau dele estiver bem mais mole, por causa da idade. Já pensou se você arrumar um namorado de origem espanhola, que tem que mostrar o lençol sujo de sangue, como mostra de que a virgindade foi quebrada? Quem vai quebrar a cara é você.

--- Neuza que dramalhão, que você fez, parece até essas novelas mexicanas que são exibidas na televisão.

--- Não é drama não, fique atenta, até então você era uma moça sem macula, agora você passa a ser uma igual às outras.

--- E porque eu passo a ser igual às outras, minha vida compete a mim, não há necessidade de outras pessoas saberem da minha vida, a não ser que você vai espalhar por ai, que eu dei para o Valter na sua casa.

--- Elisa, isso jamais eu faria. Mas e o Valter, não?

--- E porque ele faria uma coisa destas, Neuza?

 --- Elisa todo homem gosta de se gabar que comeu fulana ou sicrana. Principalmente quando a moça era virgem. Será que ele não disse a alguém? E sempre aumenta isto ou aquilo, a maioria deles às vezes não fez nada, mas fala que fez. Caso deu uma rapidinha, fala que deu três sem tirar o pinto de dentro, e ainda fala que a festa foi completa, que ele e a mulher fizeram tudo o que tinha direito a fazer numa cama.

Valter liga para Elisa, vamos nos encontrar, princesa?

--- Vamos meu amor.

--- Então daqui a pouco estarei ai te pegando.

Não demora muito e Valter já está na porta da casa de Elisa, ela entra no carro, e no caminho ela o convida para ao cinema.

--- Não querida, vamos a uma festinha de aniversario de um amigo meu, não posso faltar, esse cara é o chamado amigo do peito. Chegando a casa do amigo, Valter com a chave na mão foi entrando, a luz da sala estava acesa, mas não tinha ninguém.

 --- Ué onde esta o aniversariante? pergunta Elisa. Vai fazer-nos fazer uma surpresa?

 --- Não teremos surpresa alguma, e também aniversariante algum. Pedi a casa emprestada por essa noite, para poder, nos amarmos à vontade, e quase sem conversa alguma. Valter foi se despindo, com Elisa meio atônita, percebendo o que teria que aturar dali pra frente. Tendo que agüentar uma paulada atrás da outra até ele se sentir satisfeito.

Certo dia toca o telefone Elisa atende, e é Carmelo quem esta do outro lado da linha.

--- Oi querida vamos nos encontrar hoje?

--- Vamos sim Carmelo, te espero lá no lugar de sempre.

Elisa vai de encontro a Carmelo, com a finalidade de desmanchar aquele namoro sem conseqüência que tinha com Carmelo a mais de um ano.

A conversa fica sempre naquelas amenidades, papo sem futuro, Carmelo mistura suas aventuras, com futebol, sua grande paixão. De repente, se toca que Elisa não esta dando muita importância na conversa e fica irritado.

 --- O que foi Elisa, você me parece distante, esta bastante estranha, você nunca foi assim, o que esta acontecendo?

 

--- É que você ficou todo o feriado e fim de semana com seus amigos, foi no futebol, e eu fiquei sozinha em casa estudando, ainda bem que a Neuza me chamou para estudar na casa dela, senão eu tinha ficado que nem boba sozinha. Namorar assim é melhor não ter ninguém, vamos parar por aqui.

Entre nós, esta tudo terminado.

--- Não Elisa, eu não vou aceitar isso assim. Eu te amo.

--- Que ama nada Carmelo, você ama é o futebol, case-se com ele, daqui para frente sou livre. E quer saber da verdade, conheci um rapas na casa da Neuza, gostei tanto dele que já o estou namorando, ta!  Então, tchau e benção.



Escrito por Mario Lopomo às 09h59
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--- E se você duvida, sábado eu vou ao cinema com ele, se quiser pagar para ver, é só ir me vigiar.

--- O encontro está marcado as oito da noite em frente à casa da Neuza, e você sabe onde fica a casa da Neuza. Tchau babaca.

Elisa vira as costas e vai embora, deixando Carmelo abobalhado, quase nocauteado, e sem saber o que falar naquele momento. No sábado, Carmelo realmente paga para ver, pega seu carro e vai ao local onde Elisa marcou com Valter, fica a espreita, não demora muito eis que surge ela indo ao encontro de Valter, que estava com seu carro estacionado bem à frente do carro de Carmelo. Foi duro para ele ver sua ex. namorada, saindo com outro a caminho do cinema. E ele então resolveu seguir o carro do Valter, para ver em que cinema eles iriam. Dois quilômetros à frente, Valter entra num motel, Elisa só percebe que não esta indo ao cinema quando o carro já esta ultrapassando o portão da casa do amor. Ela fica possessa,

--- Valter nos combinamos de ir ao cinema, e você me traz novamente a um motel!

--- Elisa e eu lá sou de ir ao cinema com uma mulher, lugar dos amantes é um motel, vamos nos amar, vamos dar imaginação ao delírio, a luxuria.     

Elisa bateu o pé e disse que queria ir embora, sua insistência valeu-lhe uma bofetada na cara.

Carmelo por sua vez não acreditava no que via.

--- Filha duma puta, disse que ia ao cinema heim!

--- Que coisa, como é que se pode acreditar numa moça de família, que vai a missa todos os domingos, de festas, e guarda.

--- Que merda, eu sempre numa boa, respeitando os pedidos da Mãe dela.

Olha... Juízo em rapas vê se namora direitinho, cuida bem da minha filha.

--- De repente surge um cara qualquer e leva ela para um motel, isso é muito para minha cabeça.

--- A coisa não vai ficar por ai Vou faturar em cima desse negocio, enquanto eu puder vou tirar uma casquinha. No dia seguinte Carmelo se postou à frente da casa da Elisa, ate vê-la sair. Não demorou muito para que Carmelo a interpela-se. Antes porem foi ela, que deu inicio a conversa. 

 

--- Como é Carmelo, ficou contente em me ver sair com o Valter? Pensa que não te vi me espionando?

--- Elisa pensei que você fosse assistir a um bom filme, Não imaginava que você fosse participar de um filme pornográfico.

--- Como assim, Carmelo?

--- Fui averiguar em qual cinema você ia com seu macho, e acabei vendo você bater de frente a um motel, quer dizer que agora virou pistoleira?

Elisa não sabia onde botar a cara, e Carmelo foi em frente.

--- Ë o seguinte minha ex. namorada. Também quero comer, senão a praça vai ficar sabendo, ai o portão de sua casa vai virar rua Aurora. Dou-te 24 horas para, me ligar e marcar hora, dia e local para nos encontrarmos quero só ver se você aprendeu direitinho com seu professor de sexo. Elisa ficou bastante preocupada, pensou logo em falar para o namorado, e estava apostando em Valter que era mais alto e mais forte que Carmelo, quem sabe o Valter da um pau nele, e a historia fica por ai. Encontrou-se às pressas com Valter e lhe contou a historia, Valter foi logo acalmando Elisa.

 --- Deixa comigo querida, esse bunda mole não vai espalhar porra nenhuma, confia no seu Valtão. Mostra-me onde esse fedelho mora, que vou esperá-lo, ate ele sair de casa. A par do endereço, logo cedo Valter já estava à espera de Carmelo, ao velo, Valter foi logo pra cima.

--- E ai garotão, sabe quem eu sou.

---Não sei, e também nem quero saber. Mal terminou de falar, Carmelo estava suspenso a meio metro do chão, pelo colarinho.

--- Seu filho de uma puta, eu sou o Valter, o novo dono da Elisa, fiquei sabendo que você vai espalhar pra todo mundo que ela me deu, e se ela não te der, vai contar pra meio mundo.

--- Se você tiver a ousadia de fazer isto, vai morrer você e toda sua família, soltou Carmelo, de um chute na bunda dele. E até hoje, Carmelo jura a todo mundo que nunca na vida namorou Elisa, e que foram simples amigos.

Valter ligou para Elisa e deu a noticia.

--- Meu amor já dei uma prensa no seu ex. namorado, pode ficar sossegada que ele não vai falar mais nada.

 



Escrito por Mario Lopomo às 09h59
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